A ideia de visitar o aeroporto de Incheon remonta a, pelo menos, 2023. Nessa ideia, também cabia o sonho de ir a Gimpo, Jeju e talvez a base aérea de Osan. Destes 3, só Gimpo é que deixou de ser um sonho e tornou-se realidade. Também a companhia aérea escolhida foi uma novidade: Air China. Depois de uma longa pesquisa e ponderação comprei voos na Air China de Madrid para Seul com escala em Pequim Capital (PEK). Reservei hotel para 6 noites na zona de Incheon e rapidamente, por 7€, tratei do K-ETA, a autorização de viagem eletrónica da Coreia do Sul.
Cerca de um mês depois, no dia 11 de Novembro, pouco depois da meia noite embarquei no Dreamliner da Air China. O avião tinha chegado de São Paulo e ia agora fazer o voo de regresso a Pequim. Descolei de noite, o Sol nasceu, o Sol pôs-se e aterrei novamente durante a noite. Uma vez na capital Chinesa, e com o cartão de embarque para o voo para Seul, passei o controlo de segurança e preparei-me para a primeira longa sessão de spotting em Pequim. Não foi necessário qualquer visto ou preencher landing card. Durante as 18 horas que estive no aeroporto, durante a noite e durante o dia, registei mais de 150 aviões, entre os quais Comac 919 e 909 (originalmente ARJ-21). O tráfego é dominado pela Air China e com mais de 500 aviões na frota, há sempre algo de novo para registar. Pela uma da tarde descolei num B737-800 rumo a Seul, onde cheguei pelas 16 com uma bonita luz de fim de tarde. O que seria um bom prenúncio dos dias que estavam para vir. Durante os longos dias que estive em Seul só por uma vez choveu: no máximo durante meia hora e enquanto jantava. No geral esteve céu limpo ou com nuvens altas.
A utilização das pistas é a seguinte: as interiores (mais próximas dos Terminais 1 e 2) são usadas para descolagens. As exteriores são usadas para aterragens. Para deslocar-me entre o Hotel (próximo da estação de Unseo), T1, T2 e locais de spotting, usei o comboio AREX, o autocarro 306 e os autocarros gratuitos que ligam os dois Terminais e o T2 com a North Parking Garage (spot 5). Sobre o uso dos transportes, compra de bilhetes e horários, existem muitas indicações em Inglês e não tive qualquer dificuldade.
Durante 5 dias visitei 5 locais diferentes em Incheon sendo que o spot 3, indicado no mapa abaixo, é dos melhores locais onde alguma vez estive em todo o mundo. No dia 15, quando estavam previstos ventos de SE, fui até Gimpo, onde estive em dois locais. Mas primeiro, e de uma forma muito resumida, vou falar de Incheon.
Recomendo o guia de spotting do Spotterguide. Está aqui muita informação útil, como por exemplo, quantos mm são necessários nos vários spots. Em geral, ter 400mm ajuda muito.
A utilização das pistas é a seguinte: as interiores (mais próximas dos Terminais 1 e 2) são usadas para descolagens. As exteriores são usadas para aterragens. Para deslocar-me entre o Hotel (próximo da estação de Unseo), T1, T2 e locais de spotting, usei o comboio AREX, o autocarro 306 e os autocarros gratuitos que ligam os dois Terminais e o T2 com a North Parking Garage (spot 5). Sobre o uso dos transportes, compra de bilhetes e horários, existem muitas indicações em Inglês e não tive qualquer dificuldade.
SPOT 1
SPOT 5
Em Seul, quando o tráfego está a aterrar vindo de norte, Incheon não tem boas opções de locais de spotting mas Gimpo tem. Como tinha dito no dia 15 fui até Gimpo. Há aqui tráfego que não se vê em Incheon, nomeadamente os A220 e B737-900 (sem winglets!) da Korean Air. Há pouco tráfego comercial estrangeiro mas em contrapartida existem alguns Cessna 208 baseados. Surpreendentemente existe um terraço em Gimpo. No entanto tem o mesmo tipo de vedação que uma claque de futebol encontraria no estádio da equipa rival. Lamento dizer, mas não é como no Japão. Quando cheguei antes das 8 já o terraço estava aberto. A vista é limitada mas, com dificuldade, consegui algumas fotos por entre a vedação. Tal como em Incheon, devido à orientação das pistas, durante o Inverno, são poucas as horas com luz de qualidade durante a manhã. Antes das 10 já estava fora do aeroporto e a caminho do spot da tarde. É o spot 5 do guia do Spotterguide . Para lá chegar viajei de comboio até Gyeyang (uma paragem) e depois caminhei durante cerca de 40min ao longo do rio junto a uma movimentada ciclovia. Foi até um passeio agradável. Cheguei pelas 11 e fiquei até cerca de meia hora antes do pôr do sol.
No último dia, 4h antes do voo, fiz o caminho de regresso ao aeroporto. Estava no spot 3, pelo que apanhei o 306 e em poucos minutos estava dentro do T1. O voo de regresso a Pequim estava previsto ser novamente num B737-800. No entanto, acabou por ser operado num muito preenchido A330-200. A descolagem foi da 34R, ao início da noite, e pouco depois estava de regresso a PEK. Invadiu-me uma sensação de familiaridade com o Terminal e sabia para onde tinha que ir, para fazer spotting. Este seria o quarto e último voo com a Air China e à semelhança dos outros três, também este foi pontual. O destino final do Dreamliner era Havana (via Madrid). Enquanto rolávamos pelos taxiways para a cabeceira da 01, o Sol nascia e eu registava os últimos Air China. Estava um dia de céu limpo. O voo teve a duração de mais de 12h. Quando chegamos a Madrid, pelo meio dia, aconteceu uma enorme coincidência. Ao lado do stand onde parqueamos, estava um outro Dreamliner da Air China. Poucos segundos depois de o meu avião parar, o outro começou a rolar, para o voo de regresso a Pequim. Apesar de ainda ter mais um voo, era o fim de uma das mais memoráveis spotting trips que fiz. São centenas de registos e fotos para organizar e uma vontade de um dia voltar à Coreia do Sul.
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